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Vale de Arnoso

Vale de Arnoso

Santa Eulália Arnoso ou Arnozinho

Santa Eulália Arnoso ou Arnozinho

 

De acordo com a Corografia Portuguesa e Descrição Topográfica do Padre António Carvalho da Costa, publicada em 1701, Santa Eulália era Vigairaria do Deão de Braga e S. Salvador de Arenoso, Arnoso ou Arnozinho era Abadia Secular depois de ser Convento de Frades Bentos.


“O Padre Avelino de Jesus da Costa no seu livro memórias para a história, referindo o Censual de Braga do bispo D. Pedro (1067 ou 1070) diz que, este censual cita expressamente apenas doze mosteiros dizendo que os seis seguintes vêm precedidos do nome da freguesia a que pertenciam, indicando o censo que pagava cada entidade:


De Sancta Eolalia de Arnoso II módios (medidas)


De illo monesterio Jantar”


Assim sendo este vem apenas confirmar de que por essa altura apenas haveria uma unidade eclesiástica e esta seria a de Santa Eulália de Arnoso, sendo a do Mosteiro de Arnoso mais recente aparecendo referenciada apenas no ano de 1320 onde se menciona a paróquia do Mosteiro do Salvador de Arnoso. A ser assim devemos concluir que a Igreja do Mosteiro já existiria antes e seria apropria Igreja a dar o nome à unidade eclesiástica de Mosteiro do Salvador de Arnoso.


“65 – Arnoso (Santa Eulália), c. Vila Nova de Famalicão (21 e 492).


1077, «Subtus mons Cussuriado terredorio Bragalensce discurememtem rivulo Arnoso» [território Bracarense sob o córrego da montanha, Arnoso] (DC., nº 541. – 1220, «De Sancta Vaia (Ovaia) de Arnoso», T. Vermoim. - - 1258, «In collatione Sancte Ovaye de Arnoso». T. de Penafiel. – 1290, «Parrochia Sancte .Eolalie de Arnoso», J. de Penafiel de Bastuço. – 1320, «Ecclesia Sancte Eollalie de Arnoso ad triginta libras». –1372, «Ecclesia Sancte Eulalie de Arnoso in primo termino L sólidos». – 1400, «Santa Ovaia D Arnoso» (1.º Most.,132v.). – 1528, «S. Holalha d Arnoso [anexa] ao Daiado».


66 – Arnoso-Mosteiro (Divino Salvador), incorporada na freguesia anterior (491)


“1320. - «Ecclesia de Arnoso ad ducentas libras» --1372, «Ecclesia Sancti Salvatoris d Arnoso in primo termino XV libras», --1400, «Sam Salvador d Arnoso» (1.º Most.,fl. 76). – 1528, 1520 e 1551, «Sam Salvador d Arnoso anexa a Pombeiro (fl. 8, e CDS., fl. 76 v., e CBL., fl. 23) Esta anexação foi feita por D. Afonso IV em 1370. Na segunda metade do séc. XVI, passou para o mosteiro dos Jerónimos, em Belém, Lisboa. A igreja românica deste mosteiro deve ter sido construída em duas fases, porque existem duas lápides, uma, fora do lugar primitivo, com a data «Era MCLII» (ano 1114), e outrano pórtico sul com a dadta «Era MCLXXXXIIII» (ano 1156).”


No mesmo livro do Padre Avelino de Jesus da Costa - O BISPO D. PEDRO E A ORGANIZAÇÃO
DA ARQUIDIOCESE DE BRAGA na relação dos «Monasticon» Bracarense do séc. V ao séc. XII, já é mencionado o Mosteiro de S. Salvador de Arnoso «censual do séc. XIı»
ı A igreja românica deste mosteiro deve ter sido construída em duas fases, porque tem duas lápides, uma com o ano de 1114 e outra com o ano de 1156 (Reynaldo dos Santos, O Românico em Portugal (1955), pp 74-75.
Esta igreja foi precedida por outra pré-românica, porque o mosteiro está expressamente registado pelo Censual de 1084-1089: «De Nello monasterio».

Voltando à paróquia de Santa Eulália o mesmo autor nos diz que “Além desta célebre virgem e mártir de Mérida, festejada a 10 de Dezembro, os calendários hispânicos (com excepção do n º 5) e o de Córdova mencionam, a 12 de Fevereiro, uma Santa Eulália de Barcelona. Dividem-se os hagiógrafos na identificação desta última, que para uns é uma santa distinta da de Mérida e para outros não passa dum desdobramento desta.
O recente estudo de Á. Fábrega Grau trouxe um valioso contributo, mas sem chegar à solução definitiva do problema, na opinião de José Vives.


Santa Eulália de Barcelona não deve ter tido grande culto no Norte de Portugal, porque falta nos calendários do Missal de Mateus e do Santoral beneditino bracarense e não é padroeira de nenhuma freguesia. Ao contrário desta, Santa Eulália de Mérida, além de figurar em todos os calendários, foi a santa que esteve mais em voga entre nós e é a padroeira de 29 freguesias, que a festejam a 10 de Dezembro. Foi também titular secundária dos mosteiros de Arnoia e de Guimarães e, em 911, tinha uma igreja ou local nos limites do bispado de Dume”.

Esta Igreja foi doada à Igreja de Santa Maria, ou cidade de Lugo, em doação de El-Rei D. Afonso o Castro em 5 de Março de 878, quando doou a esta cidade, Braga Metropolitana, e o seu Bispado assim como as igrejas que estavam à volta de Braga. “Memórias para a Historia Eclesiástica do Arcebispado de Braga (Documento IV Doação delRey D. Affonso o Castro, que existe no Archivo da Sé de Braga) – a Igreja de Santa Eulália de fora dos muros, com as suas Villas;


Santa Eulália de Arnoso aparece mencionada nas inquirições de El-Rei d. Afonso 2º (Era de 1258, ano de 1220) na pág. 77 aparece a descrição dos direitos a pagar pelos paroquianos, os seus deveres e obrigações, já no capítulo “Títulos que tem as Igrejas e mosteiros em cada uma freguesia dos julgados e terras abaixo declaradas”, na pág. 240, nas terras do Julgado de Vermoim é referida a de Santa Vaia de Arnoso. Já no livro das visitações e sentenças de El-Rei D. Dinis (1288 / 1290) vem mencionado no livro 1 à pág. 79 uma sentença, em que são intervenientes três moradores da paróquia de Santa Eulália de Arnoso e no livro terceiro (honras e devassos de El-rei D. Dinis no Julgado de Penafiel. Bastuço) vem também mencionado um episódio passado no lugar da Quintão velha “os filhos de Afonso são enviados perante o Juiz pelo ouvidor do reino.


Nas memórias Paroquiais 1722 / 1832 no dicionário geográfico de Portugal, tomo 42, suplemento 1, pág. 143, a freguesia de Arnoso Santa Eulália, Santa Maria e Mosteiro do Salvador de Arnoso, fazem parte das 32 paróquias que pertenciam ao Julgado de Penafiel, Barcelos.


Itens do Inquérito de 1758 para a redacção das Memórias Paroquiais

O QUE SE PROCURA SABER DESSA TERRA É O SEGUINTE

Venha tudo escrito em letra legível, e sem abreviaturas.

1. Em que província fica? A que Bispado, Comarca, Termo e Freguesia pertence?
2. Se é D’el-rei, ou de Donatário e quem o é ao presente?
3. Quantos vizinhos tem, e o número de pessoas?
4. Se está situada em Campina, Vale ou Monte e que Povoações se descobrem dela e quanto dista?
5. Se tem Termo seu, que lugares ou aldeias compreende, como se chamam? e quantos vizinhos tem?
6. Se a Paróquia está fora do lugar ou dentro dela? Quantos lugares ou aldeias tem a freguesia e todos pelos seus nomes?
7. Qual é o seu Orago, quantos Altares têm e de que Santos, quantas Naves tem; se tem Irmandades. Quantas e de que Santos?
8. Se o Pároco é Cura, Vigário, Reitor, Prior ou Abade e de que apresentação é, e que renda tem?
9. Se tem beneficiados, que renda tem e quem os apresenta?
10. Se tem Convento e de que Religiosos ou Religiosas e quem são os seus Padroeiros?
11. Se tem Hospital, quem o administra e que renda tem?
12. Se tem casa de Misericórdia e qual foi a sua origem e que renda tem? e o que houver de notável em qualquer destas coisas.
13. Se tem algumas Ermidas e de que Santos e se estão dentro, ou fora do lugar e a quem pertencem?
14. Se acodem a elas romagem sempre ou em alguns dias do ano e quais são estes?
15. Quais são os frutos da terra que os moradores recolhem em maior abundância?
16. Se tem Juiz Ordinário, da Câmara ou se está sujeita ao Governo das Justiças de outra terra e qual é esta?
17. Se é couto, Cabeça de Conselho, Honra ou Beetria?
18. Se há memória de que florescessem, ou dela saíssem alguns homens insignes por virtudes, letras ou armas?
19. Se tem Feira e em que dias e quantos dura, se é Franca ou Cativa?
20. Se tem Correio e em que dias da semana chega e parte, e se o não tem, de que correio se serve e quanto dista a terra aonde ele chega?
21. Quanto dista da Cidade Capital do Bispado e quanto de Lisboa, Capital do Reino?
22. Se tem alguns privilégios, antiguidades, ou outras coisas dignas de memória?
23. Se há na terra ou perto dela alguma fonte, ou lagoa célebre e se as suas águas têm alguma especial virtude?
24. Se for porto de mar, descreva-se o sítio que tem por arte ou por natureza, as embarcações que o frequentam e que pode admitir?
25. Se a terra for murada, diga-se a qualidade de seus muros; se for praça de armas, descreva-se a sua
fortificação. Se há nela ou no seu distrito algum castelo ou torre antiga e em que estado se acha ao presente?
26. Se padeceu alguma ruína no Terremoto de 1755 e em quê e se está já reparada?
27. E tudo o mais que houver digno de memória, de que não faça menção o presente interrogatório.

 

O QUE SE PROCURA SABER DESSA SERRA É O SEGUINTE

 

1. Como se chama?
2. Quantas léguas tem de comprimento e quantas de largura; onde principia e acaba?
3. Os nomes dos principais braços dela?
4. Que rios nascem dentro do seu sítio e algumas propriedades mais notáveis deles: as partes para onde
correm e onde fenecem?
5. Que Vilas e lugares estão assim na serra, como ao longo dela?
6. Se há no seu Distrito algumas fontes de propriedades raras?
7. Se há na Serra minas de metais; ou canteiras de pedras ou de outros materiais de estimação?
8. De que Plantas ou ervas medicinais é a serra povoada e se se cultiva em algumas partes e de que géneros de frutos é mais abundante?
9. Se há na serra alguns Mosteiros, Igrejas de Romagem ou Imagens milagrosas?
10. A qualidade do seu temperamento?
11. Se há nela criações de gados ou de outros animais ou caça?
12. Se tem alguma lagoa ou fojos notáveis?
13. E tudo o mais houver digno de memória?

 

O QUE SE PROCURA SABER DESSE RIO É O SEGUINTE


1. Como se chama assim o Rio, como o sítio onde nasce?
2. Se nasce logo caudaloso e se corre todo o ano?
3. Que outros rios entram nele e em que sítio?
4. Se é navegável e de que embarcações é capaz?
5. Se é de curso arrebatado ou quieto, em toda a sua distância ou em alguma parte dela?
6. Se corre de Norte a Sul, se de Poente a Nascente, se de Nascente a Poente ou de Sul a Norte?
7. Se cria peixes e de que espécie são os que trás em maior abundância?
8. Se há neles pescarias e em que tempo do ano?
9. Se as pescarias são livres ou de algum Senhor particular, em todo o rio ou em alguma parte dele?
10. Se se cultivam as suas margens e se tem arvoredo de fruto ou silvestre?
11. Se tem alguma virtude particular as suas águas?
12. Se conserva sempre o mesmo nome ou o começa a ter diferente em algumas partes; e como se chamam estas ou se há memória de que em outro tempo tivesse outro nome?
13. Se morre no mar ou em outro rio e como se chama este e o sítio em que entra nele?
14. Se tem alguma Cachoeira, Represa, Levada ou Açudes que lhe embarrassem o ser navegável?
15. Se tem pontes de cantaria ou de pau, quantas e em que sítio?
16. Se tem Moinhos, Lagares de azeite, Pisões, Noras ou outro algum engenho?
17. Se em algum tempo ou no presente, se tirou ouro das suas areias?
18. Se os povos usam livremente das suas águas para a cultura dos campos ou com alguma pensão?
19. Quantas léguas tem o rio e as povoações por onde passa, desde o seu nascimento até onde acaba?
20. E qualquer outra coisa notável que não vá neste interrogatório.


A estes Itens, respondeu o Pároco Valério da Silva, com o testemunho do Vigário de Couto de Cambeses António Ribeiro Duarte:

Nº 88.                                                                   Pág. 539


Arnoso


Em cumprimento da ordem régia, distribuída pelo Exmo. Sr. Dr. Provisor da Corte e Arcebispado de Braga, Primaz, pela descrição seguinte desta freguesia de Santa Eulália de Arnoso, termo da Vila de Barcelos, Arcebispado de Braga, e para ser condigno e menos confuso, responderei pelos interrogatórios de papel impresso que com esta vai junto na maneira seguinte:


1. Fica esta freguesia de Santa Eulália de Arnoso, em a Província de entre Douro e Minho pertence ao arcebispado de Braga e da Comarca de Viana foz do lima e termo da Vila de Barcelos.

2. Foi da Sereníssima casa de Bragança, por coisa rezam, se acha hoje incorporado na Coroa.


3. Tem esta freguesia sessenta vizinhos moradores, que são de Sacramento cento e oitenta e seis e menores trinta e nove que fazem duzentos e vinte e cinco.

4. Está situada em um Vale entre dois pequenos montes, por coisa rezam dela se não descobre povoação alguma.

5. Acima fica dito ser termo da Vila de Barcelos donde tem Juiz de fora.

6. Esta Paróquia está situada no meio da freguesia em um alto alguma causa para a parte do poente, compreende-se de lugares ou aldeias que são as seguintes: “Bolla, Ribeiro, Silvam, Bergia, Fonde Villa, Além do Rio, Carvalheira, Quintám, Outeiro, de Vezinha, Minhoteira, Tresarnoso, Igreja donde a Paróquia está situada”.


7. O Orago é Santa Eulália, tem três Altares o Mor e dois Colaterais, no da parte do Evangelho está o Santíssimo Sacramento e também Nossa Senhora do Rosário e no da parte da Epístola, está São Bartolomeu, não tem Naves, tem só uma confraria do mártir São Sebastião.

8. O Pároco desta freguesia é Vigário..., a sua apresentação é do Deão deste Primacial de Braga por estar unida a sua dignidade rende o Vigário trinta mil reis, e ao Deado duzentos mil Reis.

9. Não tem beneficiados.

10. Não tem conventos.

11. Não tem Hospital.

12. Não tem Casa de Misericórdia.

13. Não tem Ermidas.

14. N.

15. Os frutos desta terra são Centeio, Milho-miúdo, e os de mais abundancia são Milho mais, e Vinho Verde bastante.
16. Já no oitavo disse acima que esta terra está sujeita ao Juiz de fora da vila de Barcelos, este representado pela sereníssima casa de Bragança e também é ouvido.

17. S/R

18. S/R

19. S/R
20. Não tem correio, serve-se sim do da Vila, vem de Famalicão o qual chega ao Domingo e parte sexta-feira, dista desta freguesia uma légua.

21. Dista esta terra à cidade capital do Bispado que é Braga duas léguas e à capital do Reino de Lisboa setenta.
22. S/R

23. S/R

24. S/R
25. S/R

26. Não padeceu ruina alguma neste terramoto de mil setecentos e cinquenta e cinco, só sim tremeu bem como ao ano que nas mais partes.

27. Não sei haja, coisa alguma digna mais de memória.

2º Item


E quanto aos interrogatórios da segunda parte do papel, tenho a dizer que nela, parte do oriente é um monte chamado o Monte de Azevedo que é abundante de mato, que servem para a cultura dos campos, nele há muitos carvalhos e alguns castanheiros no qual pastam os gados como são bois e vacas e ovelhas. E da parte do Norte tem outro limitado Monte que só serve para pastos de gados e cultura dos campos, chamado monte de Santo André.


3º Item


O que se procura saber desse Rio


E quanto os interrogatórios da terceira parte só me resta dizer que por esta freguesia passam dois rios. Um chamado o rio D’Este que é oriundo acima da cidade de Braga uma légua e onde principia se chama o carvalho D’Este, está donde principia esta freguesia dez léguas, em todo o seu percurso é cultivado com muitos Moinhos e azenhas e nesta freguesia este mesmo Rio uma ponte de paus e torres, e logo junto dela uma azenha que mói de Verão e de inverno, com dois moinhos na mesma casa que só moem de verão, suas margens se cultivam, pois são alguns campos e tem algumas levadas por onde se tira a água para os campos serem regados sem pagarem, restam alguma corre do Nascente para o Poente e daqui vai pela freguesia de Nine, se vai meter no Ave em São Simão da Junqueira que dista desta freguesia dez léguas.
O outro rio que por esta freguesia passa é menos caudaloso, principia na freguesia de Guisande que dista desta freguesia uma légua é cultivado com muitos Moinhos, as águas dele se tiram para regar os campos, suas margens se cultivam que são os campos e beirais de vinho Verde, não sei nome do seu nascimento, só sim chamado Regato. Entrando nesta freguesia se lhe dá o nome de rio do Olheiro, que em distância setenta passos tem dos lados muito precipício, e na mesma se mete por baixo do chão e torna a sair em muitos furos versada pra cima do chão quando é abundante de água tem nestes sítios cinco moinhos dele saindo a água para os campos sem disso pagarem por ela, passa pela freguesia do Mosteiro e depois torna a entrar nesta freguesia, se vai meter no rio D’Este onde termina. Aos dois rios já em alguns anos de estio tem secado. Corre de Nascente a Poente. As povoações por onde possam milhar, o dizem os Reverendos Párocos que se confirmam pela sua corrente. E não sei haja nesta terra causa natural de que aqui falam, o que tudo vai na verdade e para satisfazer de tudo, vai este assinado por dois Reverendos Párocos Vizinhos o Abade José António de Gouveia e Sá de Santa Maria de Arnoso e António Ribeiro Duarte, Vigário do Couto de Cambeses.
Santa Eulália de Arnoso, 25 de Abril de 1758.


Segue-se as assinaturas dos três prelados

As respostas deste inquérito, vem-nos criar mais uma vez o problema dos limites desta paróquia quase sempre confundidos com a do Mosteiro do Salvador de Arnoso, de momento não temos dados de como se criou a paróquia do Mosteiro e em que data mas tudo leva a querer que esta unidade eclesiástica foi criada inicialmente dentro da paróquia de Santa Eulália e só depois passou a ter identidade própria com o desenvolver do Mosteiro e da labuta dos frades ali residentes. Pelos censos de 1869 teríamos os lugares da Igreja, da Formiga, da Minhoteira, das Cruzes, de Trasarnoso, do Muro, do Outeiro, da Quintão, do Campo, da Carvalheira, do Olheiro, das Almas, de Além do Rio, de Fundo Vila, da Deveza, da Cruz, da Barge, da Eira de Cima, do Monte, da Bica, de Silvão, do Rego, do Ribeiro. Aparecendo lugares como o de fundo Vila, Alem do Rio, Olheiro e monte nas duas paróquias, O Olheiro sabemos que era dividida pelo rio e o lugar do monte Em Santa Eulália ficava no caminho que vai para Arentim e em S. Salvador ficava na encosta do monte de Azevedo hoje conhecido pelo lugar do Mosteiro. Dos outros dois possivelmente haveria um espaço pertencente a cada uma das paróquias.
Actualmente muitos destes lugares caíram no esquecimento e foram tomados pelos vizinhos de maior popularidade como é o caso dos lugares da Formiga, Devezinha, Monte, Muro, Campo, Eira de cima, Bouça Velha, Cruz, Rego, Torre, Almas, Devesa, da Bica e Bouçó. Há no entanto alguns ícones que nos indicam esses lugares como o campo da bica, o “ceano” do monte, a casa de bouçó, a casa da formiga, a família da torre, os da devesa, a casa do muro (deu lugar à escola primária).